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  • Foto do escritorRedação Belterra

Cacau em sistemas sustentáveis faz parte de modelo de recuperação de florestas e impulsiona o setor no Brasil


Foto: Divulgação


Por meio da implementação de Sistemas Agroflorestais Sustentáveis e parcerias agrícolas os modelos catalisam investimentos em negócios de impacto em uma cadeia de valor sustentável

Ações de fomento ao ecossistema na cadeia produtiva do cacau e investimento em negócios de impacto socioambiental positivo do Fundo Vale podem apoiar a startup Belterra a tornar-se uma das maiores produtoras dessa commodity no Brasil, ao mesmo tempo em que promove a recuperação de áreas na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Desde o início da parceria, a startup já recuperou quase 3 mil hectares de áreas por meio da implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e silvipastoris. A meta da empresa é produzir cacau em 40 mil hectares em áreas recuperadas até 2030, o que poderá levar à liderança de mercado. Para isso, está implantando o maior viveiro de cacau e espécies florestais nativas do Brasil, com capacidade para 10 milhões de mudas.

A cadeia do cacau foi definida como uma das cadeias prioritárias do Fundo Vale para viabilizar os sistemas produtivos implantados pelos negócios de impacto apoiados e investidos na Meta Florestal Vale 2030, que prevê a recuperação voluntária de 100 mil hectares de áreas, além da proteção de mais 400 mil hectares.

"Nossa parceria com o Fundo Vale tem sido fundamental para impulsionar o desenvolvimento sustentável na região da Amazônia", afirma Valmir Ortega, CEO da Belterra Agroflorestas. "Estamos comprometidos em continuar expandindo nossos esforços para promover uma produção de cacau cada vez mais sustentável e alinhada com as necessidades do mercado", projeta o executivo.

Diante da ociosidade no processamento de amêndoas de cacau do aumento dos preços em escala global, a expectativa de demanda para o cacau brasileiro está em ascensão. Além disso, o mercado tem demonstrado um interesse crescente por produtos de qualidade, provenientes de fontes sustentáveis e rastreáveis.

“O cacau produzido pela Belterra poderá atender à demanda do mercado internacional. A Europa, por exemplo, exige um produto que foi produzido sem prejudicar o meio ambiente. Esse também é um critério importante para o Fundo Vale, então estamos focando em negócios que visam a recuperação de florestas, mas que não gerem impactos negativos e sim socioambientais positivos”, explica Bia Marchiori, responsável pela frente técnica, do conhecimento e de salvaguardas socioambientais da Meta Florestal 2030 da Vale.


Mais rentabilidade e qualidade de vida para produtores locais


Com mais de 250 trabalhadores diretamente envolvidos nas atividades de cultivo e manejo, e beneficiando mais de 300 famílias, a iniciativa da Belterra está promovendo uma transformação significativa. "Para os produtores que adotam os Sistemas Agroflorestais, os impactos de produtividade e lucratividade são expressivos: de acordo com dados do Imazon, os cálculos são de que a rentabilidade líquida de um hectare de pecuária gira em torno de R$ 150, ao passo que a rentabilidade líquida de um hectare de SAF cacau pode ultrapassar os R$ 20 mil".

A Belterra é um exemplo da estratégia do Fundo Vale de catalisar investimentos em negócios de impacto em uma cadeia de valor sustentável. A iniciativa visa acelerar o desenvolvimento, a maturação e o crescimento de startups focadas na bioeconomia, que valorizam parcerias com agricultores locais. O programa, além dos hectares, apoia iniciativas de conscientização voltados a condições de trabalho dignas e investe em pesquisa, inovação e compartilhamento de conhecimento sobre modelos de produção em Sistemas Agroflorestais.

“A importância desse projeto é imensa para a região, servindo como modelo a ser multiplicado e quebrando a discussão do que é melhor: cacau na cabruca ou a pleno sol, pois ele reúne as vantagens dos dois sistemas, com a luminosidade que o cacau necessita para melhorar sua produtividade aliada ao seu conforto técnico proporcionado pelo açaí e as essências existentes na cabruca”, enfatiza Eduardo Gileno Brandão, 77 anos, proprietário da fazenda Cultrosa, em Camamu (BA).

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